{"id":10063,"date":"2023-09-06T16:38:28","date_gmt":"2023-09-06T19:38:28","guid":{"rendered":"https:\/\/crab.rj.sebrae.com.br\/?post_type=estado_posts&#038;p=10063"},"modified":"2024-06-18T15:39:16","modified_gmt":"2024-06-18T18:39:16","slug":"entrevista-antonio-castro-foz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/entrevista-antonio-castro-foz\/","title":{"rendered":"Entrevista FOZ &#8211; com Antonio Castro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Entrevistamos Antonio Castro, estilista e idealizador da Foz, uma marca autoral que conecta brasilidade e design, fazendo a ponte entre a\u00a0tradi\u00e7\u00e3o e o contempor\u00e2neo. A marca foi fundada em 2020, a partir de seus estudos no curso de moda do Senac, em S\u00e3o Paulo. Sentindo a\u00a0necessidade de trazer suas ra\u00edzes alagoanas para a moda paulista, ele criou uma marca que exala cultura brasileira, troca justa, artesanato e criatividade. Em seu curr\u00edculo, consultoria para <a href=\"https:\/\/www.artesol.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Artesol<\/a>, Flavia Aranha, Museu A Casa, Zizi Carderari, entre outros. Antonio nos conta sobre os desafios e conquistas desde que criou sua marca e um pouco da sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Laura Landau -Antonio, o mundo da moda e do artesanato tem muita liga\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m s\u00e3o mundos bem diferentes. Como voc\u00ea iniciou a conex\u00e3o desses dois mundos?<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Antonio Castro &#8211;<\/strong> Eu sou alagoano, nascido e criado em Macei\u00f3 at\u00e9 os 19 anos. Vim para S\u00e3o Paulo para fazer faculdade. E, desde muito cedo, eu sempre tive uma afei\u00e7\u00e3o est\u00e9tica pelo artesanato. O fato de ser de Macei\u00f3 e de estar sempre transitando ali pela regi\u00e3o da praia, o artesanato acaba tendo muito esse cunho da lembran\u00e7a de viagem do suvenir, o que \u00e9 bastante limitador para muitos grupos e muitos artes\u00e3os. Mas tamb\u00e9m tem um impacto econ\u00f4mico muito forte, principalmente nas cidades do litoral do Nordeste. Macei\u00f3 n\u00e3o \u00e9 diferente disso, tem muitos mercados de artesanato<\/p>\n<p>Por outro lado, ao longo da minha inf\u00e2ncia, in\u00edcio da minha adolesc\u00eancia, eu encontrei na moda uma maneira de comunicar as minhas vontades, a maneira como eu enfim enxergava o mundo. Comecei a trabalhar com moda por volta dos 16 anos. Quando fiz 19 anos eu vim para S\u00e3o Paulo, cursar a gradua\u00e7\u00e3o em design de moda. Fiz Senac e durante o curso da faculdade eu fui aos poucos entendendo como eu poderia encontrar ali uma identidade pr\u00f3pria que me diferenciasse dos meus colegas. E hoje isso \u00e9 muito mais falado no empreendedorismo, nesse universo de marcas tem que ter uma identidade, ter um discurso e ter alguma coisa para falar de fato. Na \u00e9poca, ter uma marca ou uma empresa estava absolutamente distante das minhas vontades, mas eu queria, de alguma maneira, destacar o meu trabalho daquilo que eu via ao meu redor. Aos poucos eu fui entendendo que o lugar de onde eu vinha, a minha bagagem cultural e as minhas experi\u00eancias eram o que me faziam diferente de todo mundo aqui de S\u00e3o Paulo. Ent\u00e3o comecei a buscar nesse meu backgroundessas refer\u00eancias que foram aos poucos, de uma maneira muito org\u00e2nica, me levando ao artesanato.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o me engano, em 2016, no museu A Casa do Objeto Brasileiro, estava tendo uma exposi\u00e7\u00e3o chamada Casa Bordada com a curadoria do Renato Imbroisi, um trabalho lindo com grupos de bordadeiras do Brasil inteiro. E tinha escrito na parede uma frase do Leon Tolst\u00f3i, que me acompanha at\u00e9 hoje: \u201cSe queres ser universal, come\u00e7a por pintar a tua aldeia\u201d. Se voc\u00ea quer falar com audi\u00eancia muito maior come\u00e7a olhando para o que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de voc\u00ea. Isso virou o mantra da minha trajet\u00f3ria profissional. Dali para frente, at\u00e9 o fim do meu curso de gradua\u00e7\u00e3o, eu segui fazendo esse resgate e revisitando as minhas refer\u00eancias de inf\u00e2ncia, de adolesc\u00eancia e, aos poucos, trazendo tamb\u00e9m para dentro das demandas o trabalho dos artes\u00e3os de Alagoas. Em vez de comprar uma renda da 25 de Mar\u00e7o, eu ia atr\u00e1s do grupo que fazia bordado fil\u00e9 e rendas em Alagoas e tentava encaixar isso dentro das demandas dos projetos acad\u00eamicos.<\/p>\n<p>No curso de moda, a gente faz um TCC te\u00f3rico e pr\u00e1tico, e a gente tem a pesquisa da monografia, mas tem tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o de uma cole\u00e7\u00e3o. A minha pesquisa e cole\u00e7\u00e3o foram baseadas em uma viagem feita pela margem do S\u00e3o Francisco, de Pia\u00e7abu\u00e7u at\u00e9 Juazeiro na Bahia, onde eu fui mapeando os grupos que trabalham com artesanato nessas regi\u00f5es. Passei pela Ilha do Ferro e Entremontes, que s\u00e3o at\u00e9 hoje lugares onde eu trabalho.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-10069\" src=\"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Imagem1-e1693514980440-300x297.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Imagem1-e1693514980440-300x297.jpg 300w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Imagem1-e1693514980440-150x150.jpg 150w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Imagem1-e1693514980440-768x759.jpg 768w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Imagem1-e1693514980440-190x188.jpg 190w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Imagem1-e1693514980440.jpg 882w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; E como foi a transi\u00e7\u00e3o da faculdade para o mercado de trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antonio Castro<\/strong> &#8211; Depois da faculdade, eu entendi que queria trabalhar com artesanato e n\u00e3o necessariamente com moda. Se eu pudesse encontrar esse ponto de converg\u00eancia entre os dois, perfeito. Mas, se n\u00e3o houvesse essa possibilidade, eu estava mais interessado em estar junto dos artes\u00e3os do que de fato estar no setor da moda. Por experi\u00eancias profissionais no campo da moda, entendi que tinha muito coisas das quais eu n\u00e3o concordava, ent\u00e3o acabei entrando no mercado como designer de produto e n\u00e3o como estilista. Eu fui trabalhar com projetos mais voltados para a decora\u00e7\u00e3o, o design de objeto. Trabalhei com o Est\u00fadio Avel\u00f3s, que \u00e9 uma iniciativa da Zizi Carderari, que trabalha com tecelagem no sul de Minas, em Carmo do Rio Claro, fazendo tear manual. Nesse momento, eu comecei a entender como funcionava essa ponte entre design e o artesanato, para al\u00e9m das escolhas est\u00e9ticas. Como que a gente consegue acrescentar ao trabalho desses grupos, com uma pesquisa de tecnologia t\u00eaxtil ou com a adequa\u00e7\u00e3o de um determinado produto, um outro contexto do qual ele n\u00e3o foi inicialmente pensado. Acho que essa experi\u00eancia profissional abriu muito meus horizontes. Trabalhei tamb\u00e9m com algumas consultorias para feira na Rosenbaum, by Kamy, Villa Nova Tecidos, sempre em parceria com grupos de artes\u00e3os, pensando produtos para clientes dessas marcas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; <\/strong><strong>Quais foram os principais desafios desse momento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antonio Castro &#8211;<\/strong> As marcas t\u00eam interesse em trabalhar com o artesanato, mas tem demandas muito especificas, clientes habituados a produtos n\u00e3o necessariamente artesanais e elas n\u00e3o sabem como fazer essa ponte. Depois, eu comecei a trabalhar com a Artesol, como designer para loja deles, a Artiz, desenvolvendo a cole\u00e7\u00e3o autoral deles em 2020 e 2021. A gente lan\u00e7ou no final de 2021, com oito grupos que fazem parte do mapeamento da Artesol. Fizemos esse trabalho totalmente remoto, num momento muito fechado de pandemia, e lan\u00e7amos essas pe\u00e7as na loja e na plataforma da Artesol. Uma cole\u00e7\u00e3o que foi suada, mas que valeu muito a pena e teve um resultado muito bonito, mas sempre voltado para a decora\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o a minha vontade era de ter esse retorno para a moda, sob as minhas condi\u00e7\u00f5es. Queria voltar a trabalhar com moda, mas queria poder fazer o que eu estava fazendo com objeto, na roupa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; E como foi a trajet\u00f3ria para a Foz?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Antonio Castro \u2013<\/strong> Empreender nunca foi meu sonho, nunca foi minha vontade. Eu falo que eu comecei a Foz para encontrar um emprego que eu n\u00e3o achei no mercado, olhava ao redor e n\u00e3o via nenhuma outra marca fazendo isso da maneira que eu achava que tinha que ser feito. A gente tem, claro, marcas que trabalham com artes\u00e3os, de forma muito bonita e que inclusive muitas s\u00e3o refer\u00eancias para mim e que eu tive a oportunidade de trabalhar com elas, como a Fl\u00e1via Aranha, at\u00e9 falo para ela que se ela tivesse me encontrado antes, eu podia ser dela, estaria l\u00e1 at\u00e9 hoje (risos). Mas s\u00e3o iniciativas muito pontuais, s\u00e3o muito poucas marcas que fazem esse trabalho. Ent\u00e3o eu idealizei a Foz para ser essa oportunidade e, a princ\u00edpio, para ser um projeto paralelo, segui trabalhando com a Artesol ainda por um ano, enquanto a Foz j\u00e1 estava caminhando como um projeto muito pessoal, com lan\u00e7amentos muito pontuais. Eu comecei a marcar em dezembro de 2020, 2021 foi um ano muito experimental, com esses lan\u00e7amentos pontuais, at\u00e9 que no final daquele ano eu consegui lan\u00e7ar uma cole\u00e7\u00e3o mais robusta, nossa primeira cole\u00e7\u00e3o, e que mudou completamente a maneira da opera\u00e7\u00e3o da marca passou a me demandar muito mais tempo em 2022. At\u00e9 que em 2023, de fato, eu entendi que essa era a minha ocupa\u00e7\u00e3o principal. Agora o meu foco \u00e9 muito mais criar parcerias para Foz, quando surge alguma possibilidade de parceria, como com o Museu A Casa, a gente est\u00e1 conversando, a ideia \u00e9 que seja um produto Foz mais Museu A Casa, e n\u00e3o que seja eu como designer, porque agora eu entendo que quando surgirem essas oportunidades que elas sejam tamb\u00e9m uma maneira de refor\u00e7ar o branding da marca, a minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer com que a marca tenha um pouco tamb\u00e9m desse repert\u00f3rio para al\u00e9m de mim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_10078\" aria-describedby=\"caption-attachment-10078\" style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-10078\" src=\"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vitrine-240x300.jpg\" alt=\"vitrine\" width=\"240\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vitrine-240x300.jpg 240w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vitrine-190x237.jpg 190w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vitrine.jpg 717w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10078\" class=\"wp-caption-text\">vitrine<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; Estive em Alagoas em junho, passei por Entremontes, em e vi resqu\u00edcios da sua cole\u00e7\u00e3o anterior, dos peixes, na casa de uma das bordadeiras. E conversando com o pessoal eles me contaram um pouco de como foi esse processo, com as matrizes. Queria ouvir de voc\u00ea como \u00e9 que voc\u00ea consegue unir esses dois mundos com tempos e necessidade muito diferentes.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antonio Castro &#8211;<\/strong> \u00c0 medida que a marca foi se profissionalizando eu fui entendendo tamb\u00e9m qual era o ritmo que eu conseguiria abra\u00e7ar e como \u00e9 que as coisas precisavam acontecer para eu viabilizar isso. Talvez isso seja um tra\u00e7o muito empreendedor, que \u00e9 o de eu vou fazer dar certo, a gente vai se organizar e vai acontecer, porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que n\u00e3o d\u00ea certo. Eu vejo na moda, por exemplo, uma resist\u00eancia muito grande de absorver o trabalho do artes\u00e3o, com a desculpa de que \u00e9 caro, leva tempo, n\u00e3o d\u00e1 certo, s\u00e3o muitos processos&#8230; Sim, tem tudo isso, mas a gente v\u00ea muitos designers e muitas marcas que j\u00e1 conseguiram encontrar caminhos de fazer funcionar. E a gente vai conseguir tamb\u00e9m de alguma maneira que seja, n\u00e3o necessariamente, seguindo o calend\u00e1rio de lan\u00e7amentos das marcas, do Brasil e do mundo. Porque a gente est\u00e1 discutindo o slow fashion, e movimentos que v\u00e3o contra a corrente de uma ind\u00fastria. Alinha todas as coisas, aos poucos a gente vai entendendo logisticamente como \u00e9 que tudo pode acontecer. No caminhar da marca eu fui compreendendo qual era o melhor formato de trabalhar com as bordadeiras, fossem em aplica\u00e7\u00f5es e n\u00e3o abordando a pe\u00e7a inteira ou bordado na pe\u00e7a pronta, assim eu ganho tempo na produ\u00e7\u00e3o com as costureiras aqui em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No momento, em Capela \u00e9 onde eu trabalho hoje com mais for\u00e7a, por uma quest\u00e3o realmente de capacidade produtiva, com mais gente envolvida. Come\u00e7amos sempre com muita anteced\u00eancia a trabalhar nos bordados, para depois as pe\u00e7as serem confeccionadas. Eu entendi o meu calend\u00e1rio e consegui me adaptar a ele. Claro, eu sei que enquanto eu seguir esse formato, vou ter muitas limita\u00e7\u00f5es. Ao mesmo tempo, entendi tamb\u00e9m que dentro de um mix de produ\u00e7\u00e3o, destinar uma porcentagem de pe\u00e7as para serem artesanais e outras n\u00e3o, algumas v\u00e3o ser estampadas e que n\u00e3o levam nenhum tipo de trabalho artesanal, mas que de alguma maneira dialogam com o universo da cultura popular desse Brasil profundo. Acho que a gra\u00e7a da Foz \u00e9 que os envolvidos s\u00e3o muito apaixonados pelo Brasil. E o artesanato \u00e9 mais um pilar dessa paix\u00e3o ele \u00e9 mais uma maneira de expressar isso. \u00a0A gente trabalha com artistas populares que desenvolvem uma s\u00e9rie de pinturas e transformamos em estampa. A gente vai para os acess\u00f3rios e trabalha com designers parceiros que compartilham tamb\u00e9m desse mesmo olhar. Eu n\u00e3o queria que fosse s\u00f3 uma marca de bordados, queria que os bordados fossem mais um fator integrante da constru\u00e7\u00e3o dessas cole\u00e7\u00f5es. N\u00e3o descobri tudo ainda. \u00c9 erro e acerto, a gente vai descobrindo e vai incorporando.<\/p>\n<figure id=\"attachment_10079\" aria-describedby=\"caption-attachment-10079\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-10079\" src=\"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/modelo-posando-com-cachorro-marca-foz-200x300.jpg\" alt=\"modelo posando com cachorro marca foz\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/modelo-posando-com-cachorro-marca-foz-200x300.jpg 200w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/modelo-posando-com-cachorro-marca-foz-190x285.jpg 190w, https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/modelo-posando-com-cachorro-marca-foz.jpg 542w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-10079\" class=\"wp-caption-text\">modelo posando com cachorro marca foz<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; O mercado tem esse tempo exigente demais e voc\u00ea conseguir ter essa adaptabilidade de que o artesanato necessita \u00e9 um desafio. Voc\u00ea acha que as pessoas est\u00e3o muito acostumadas com processos industriais? <\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Antonio Castro &#8211;<\/strong> Com certeza. Por outro lado, eu entendi que uma das condi\u00e7\u00f5es para o trabalhar acontecer \u00e9 que primeiro temos que entender como adequar esses dois processos paralelos, mas tamb\u00e9m, de alguma maneira, fazer o artes\u00e3o entender que o tempo que a gente tem aqui talvez seja diferente do dele. A gente precisa seguir um certo calend\u00e1rio, tem os lan\u00e7amentos programados, precisamos que as coisas cheguem dentro de um determinado tempo. Tudo isso \u00e9 conversando antes de come\u00e7armos a fazer qualquer produ\u00e7\u00e3o. A gente se desdobra em partes, voc\u00ea me mandou uma parte, me manda outra parte depois e, assim, a gente vai se organizando. Acho que uma parte da entrega do nosso trabalho, vai al\u00e9m da encomenda e do pagamento. De uma certa maneira tamb\u00e9m estamos profissionalizando o trabalho desses grupos, para eles estarem capacitados a atenderem outras marcas. Isso as preparou para receber projetos muito maiores.<\/p>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante quando a gente est\u00e1 falando de artesanato. \u00c0s vezes tenta-se padronizar as rela\u00e7\u00f5es para trabalhar o mercado. O que voc\u00ea pensa sobre isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Antonio Castro &#8211; <\/strong>\u00c9 muito particular. O desenho \u00e9 a \u00faltima coisa que acontece de fato, porque quem vai me dizer \u00e9 qual \u00e9 o meu limite \u00e9 o pr\u00f3prio artes\u00e3o. E esse limite, em geral, \u00e9 desenhado pela intimidade que a gente cria nessa rela\u00e7\u00e3o. Quanto mais o artes\u00e3o se sente confort\u00e1vel para me conduzir e me dizer \u201cO meu trabalho permite isso ou n\u00e3o permite isso\u201d mais profundo vai ser o resultado que a gente vai ter.A partir dessa rela\u00e7\u00e3o s\u00f3lida j\u00e1 constru\u00edda, \u00e9 que a gente consegue realmente criar de fato, e eu gosto muito que o nosso trabalho seja baseado em cria\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o seja baseado em \u201cAh, o artes\u00e3o, faz isso, deixa eu comprar isso e adaptar para o meu trabalho\u201d N\u00e3o \u00e9 por a\u00ed. A gente desenvolve o desenho no computador, imprime e a\u00ed tem uma artes\u00e3 especificamente l\u00e1 em Entremontes que sabe fazer essa leitura do papel para o tecido, que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Para ter essa troca, para ela se sentir segura de pegar esse peda\u00e7o de papel e fazer essa tradu\u00e7\u00e3o<strong>, <\/strong>tem uma rela\u00e7\u00e3o que \u00e9 constru\u00edda, fica n\u00edtido no nosso trabalho que quanto mais o tempo passa e a gente alimenta essa nossa rela\u00e7\u00e3o, mais profundo nosso trabalho se torna. Porque \u00e9 um fruto do que a gente est\u00e1 construindo num n\u00edvel mais afetivo, de fato.<\/p>\n<p>Sobre a rela\u00e7\u00e3o com os grupos, na verdade, o que eu tento fazer \u00e9 me comprometer a trabalhar com os mesmos grupos em todas as cole\u00e7\u00f5es. Do final de 2021 pra c\u00e1, eu venho trabalhando com quatro grupos de maneira permanente: Entremontes, Mimos de Dona Per\u00f3 em Capela, Pontal Arte no Ponta do Coruripe e Inbordal em Marechal Deodoro. A gente trabalha em todas as cole\u00e7\u00f5es com esses grupos e o que eu fa\u00e7o \u00e9 adaptar o saber fazer ao tema da cole\u00e7\u00e3o. Continuamos fazendo o mesmo fil\u00e9 com o mesmo trabalho, com a mesma linha, a gente muda cores, muda desenhos, adapta ali a constru\u00e7\u00e3o do arranjo dos pontos para criar desenhos espec\u00edficos que se relacionam com o tema daquela cole\u00e7\u00e3o. Mas justamente porque eu acredito nessa constru\u00e7\u00e3o de longo prazo. que E de fato me comprometer a cada seis meses voltar para a gente fazer coisas novas, at\u00e9 aqui tem funcionado. Hoje, al\u00e9m desses quatro grupos com quem venho trabalhando desde 2021, tamb\u00e9m comecei a trabalhar com um grupo de patchwork em Macei\u00f3 e com seu Eduardo Faustino, que fez as nossas estampas e que segue tamb\u00e9m agora pra essa pr\u00f3xima cole\u00e7\u00e3o desenvolvendo outras pe\u00e7as. Eu vou tentando manter todo mundo com quem estou me relacionando a cada cole\u00e7\u00e3o e casar as demandas pra cada um ter um pedacinho da cole\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Laura Landau &#8211; Por serem grupos criativos dos dois lados, eu queria entender justamente essa parte do processo de cria\u00e7\u00e3o em conjunto. <\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\nAntonio Castro &#8211; <\/strong>\u00c9 muito particular de cada grupo. Tem grupos que s\u00e3o mais abertos e que se sentem mais seguros de interferir criativamente. E tem outros que n\u00e3o, que querem receber tudo mais mastigado, vou tentando respeitar e entender como adaptar cada produ\u00e7\u00e3o a cada demanda. Tem grupos com os quais eu preciso chegar com um desenho pronto e eu tento ali com eles trazer a escolha das cores, entender como \u00e9 que a gente pode adaptar um ponto ou outro. Eles auxiliam muito na constru\u00e7\u00e3o. Por exemplo, em Entremontes, na passagem do ponto para o tecido, existe uma adapta\u00e7\u00e3o de escala que eu n\u00e3o domino, ent\u00e3o isso fica totalmente nas m\u00e3os delas, e elas podem fazer o que elas quiserem, substituir pontos, mudar a localiza\u00e7\u00e3o de uma coisa ou outra. J\u00e1 tem outros como seu Eduardo ou com Get\u00falio Maur\u00edcio, que \u00e9 de Recife, em que eu s\u00f3 passo um briefing basicamente que \u00e9 \u201ca cole\u00e7\u00e3o, \u00e9 sobre isso, pode fazer o que voc\u00ea quiser\u201d. Ent\u00e3o eles fazem o que eles querem. Com Get\u00falio tem sido uma troca incr\u00edvel, ele \u00e9 muito seguro do trabalho dele, ele conduziu exatamente da maneira que ele acha que tem que ser. Quando eu acho que est\u00e1 fugindo do tema, eu pontuo. No grupo de Capela eu levo os desenhos sem cor, a gente escolhe as cores juntos. Algumas coisas elas sugerem mudan\u00e7as de pontos, mas em geral, o que eu sinto ainda \u00e9 que os grupos s\u00e3o muito inseguros a de fato de colocarem ideias. Eles auxiliam nas escolhas e auxiliam na constru\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 vem, de certa maneira, resolvido e a\u00ed a gente vai, aos poucos, tentando tornar isso um pouco mais horizontal, mas ainda \u00e9 um desafio.<\/p>\n<p>O que eu fico muito feliz de ver, por exemplo, \u00e9 que da forma deles, conseguiram adaptar muita coisa que a gente come\u00e7ou juntos. Ent\u00e3o a dona Lourdes fica preocupada \u201cSer\u00e1 que eu posso usar esse risco que voc\u00ea criou no meu trabalho?\u201d Pode usar porque n\u00e3o vai ficar igual, n\u00e3o \u00e9 meu, n\u00e3o \u00e9 e nunca foi meu. Se a gente fez os peixinhos depois ela faz os peixinhos nas pe\u00e7as dela, e n\u00e3o fica igual, \u00e9 outra linha, outro tecido, outra escala, \u00e9 outro produto, \u00e9 diferente. Eu acho que ela se apropriarem disso \u00e9 o que de fato fica para al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o comercial. Eventualmente eu fa\u00e7o os riscos da nossa cole\u00e7\u00e3o com elas e deixo l\u00e1 pra dona Lourdes fazer o que ela quiser, que n\u00e3o s\u00e3o da Foz. Eu vejo que de alguma maneira a constru\u00e7\u00e3o da imagem da Foz inspira alguns grupos a seguirem caminhos parecidos, com rela\u00e7\u00e3o a produtos ou de comunica\u00e7\u00e3o ou como eles fazem as fotos. Acho muito positivo.<\/p>\n<p>Uma coisa que ficou para elas e que eu fiquei muito feliz, foi que no come\u00e7o da marca o primeiro bordado que a gente desenvolveu era uma mistura de pontos entre boa-noite e rendend\u00ea. O rendend\u00ea \u00e9 um cart\u00e3o postal de Entremontes, mas elas dominam tamb\u00e9m, o labirinto, o boa-noite, o ponto cruz, entre outras coisas. Propus uma mescla de pontos e que elas fizessem essa mistura nas camisas que a gente estava fazendo no primeiro lan\u00e7amento da Foz. Pouco tempo depois, vi elas come\u00e7ando a se arriscar nisso nas toalhas de mesa, nas passadeiras de mesa e misturar o rendend\u00ea com o boa-noite. Abrir esse horizonte para mim foi o melhor, porque a\u00ed elas come\u00e7am a explorar uma t\u00e9cnica que est\u00e1 ali h\u00e1 tanto tempo e a reinventar a maneira de usar o mesmo conhecimento, que \u00e9 o que a gente quer. Mas elas v\u00e3o seguir fazendo cama, mesa e banho, toalhas rendadas, as coisas que elas adoram fazer. N\u00e3o v\u00e3o deixar de fazer isso quando elas come\u00e7am a trabalhar comigo ou com qualquer outra marca. \u00c9 mais um bra\u00e7o para o trabalho delas. Se elas conseguirem pegar alguma coisa disso que a gente est\u00e1 fazendo juntos, incorporando no trabalho delas, a\u00ed eu acho que \u00e9 o ideal.<\/p>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; Agora eu queria saber o lado do mercado. Em S\u00e3o Paulo como os clientes recebem esse tipo de produto? <\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Antonio Castro &#8211; <\/strong>Apesar do produto ter o artesanato incorporado, eu sinto que a gente acaba n\u00e3o participando do boom do artesanato da pandemia e do p\u00f3s, porque n\u00e3o \u00e9 necessariamente artesanato o resultado final. As dificuldades que eu tenho s\u00e3o diferentes das de quem tem loja de artesanato. Tenho um grande amigo, que tem um projeto tamb\u00e9m comercial, a gente conversa muito, as quest\u00f5es dele s\u00e3o diferentes das minhas. Apesar da gente ter o artesanato incorporado no produto, , ele n\u00e3o \u00e9 inteiramente feito de artesanato. At\u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 precifica\u00e7\u00e3o, acho que o cliente que compra a roupa n\u00e3o questiona a precifica\u00e7\u00e3o da minha roupa da mesma maneira que ele questiona a precifica\u00e7\u00e3o do lojista de artesanato, tem toda uma outra din\u00e2mica, apesar da gente vender para a mesma pessoa muitas vezes. A pessoa que \u00e9 apaixonada pelo artesanato na decora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acaba vestindo a pe\u00e7a que cont\u00e9m algo de artesanato. Mas acho que s\u00e3o din\u00e2micas paralelas, de alguma maneira quem compra o produto al\u00e9m de gostar de artesanato \u00e9 algu\u00e9m que gosta muito de cultura brasileira, que gosta muito de cultura popular, que entende o artesanato como uma express\u00e3o dessa cultura, mas n\u00e3o necessariamente \u00e9 aquele consumidor do artesanato que \u00e9 apaixonado por artesanato. A gente acaba ficando no lugar do ex\u00f3tico e do ver\u00e3o, por ser uma roupa de linho, por ser uma roupa muito inspirada no Brasil. Nosso p\u00fablico est\u00e1 em S\u00e3o Paulo, o produto \u00e9 melhor aceito, ele \u00e9 muito melhor vendido, \u00e9 muito melhor compreendido aqui. Apesar de imageticamente o produto n\u00e3o ter nada de S\u00e3o Paulo, n\u00e9? N\u00e3o tem nada de metr\u00f3pole, de cosmopolita. A aceita\u00e7\u00e3o tem sido muito positiva, porque acho que as pessoas est\u00e3o numa movimenta\u00e7\u00e3o de comprar com mais consci\u00eancia, de entender de onde vem o que elas compram, entender para onde o dinheiro dela est\u00e1 indo. Desde o come\u00e7o, a gente tem trilhado uma trajet\u00f3ria comercial muito consistente, muito equilibrada. Mas os desafios seguem. \u00c0s vezes tem algumas varia\u00e7\u00f5es nas pe\u00e7as, ent\u00e3o a gente n\u00e3o p\u00f5e a pe\u00e7a no site, p\u00f5e a pe\u00e7a s\u00f3 na loja f\u00edsica, ent\u00e3o quem est\u00e1 comprando aquela pe\u00e7a sabe o que est\u00e1 levando, est\u00e1 vendo e tocando. A gente tem que entender tamb\u00e9m como driblar um pouco esses obst\u00e1culos e se adaptar \u00e0 realidade do varejo, que \u00e9 complicada, mas eu acho que a vantagem, talvez, do produto nesse formato em que a gente faz \u00e9 que ele permite uma reprodutibilidade mais f\u00e1cil do que do lojista que vende artesanato. Eu tenho uma amiga que tem uma loja, e ela fala que n\u00e3o consegue vender no site porque nunca recebe dois produtos iguais. Ent\u00e3o ela vende pelo WhatsApp. No nosso caso, a gente est\u00e1 falando de um bordado que est\u00e1 em um peda\u00e7o da pe\u00e7a, e a pe\u00e7a como um todo vai sair uma igual a outra, porque a gente trabalha na escala industrial.<\/p>\n<p><strong>Laura Landau &#8211; Voc\u00ea acha que existe um trabalho de educar tamb\u00e9m o consumidor sobre o produto ou voc\u00ea acha que esse consumidor j\u00e1 vem mais educado em rela\u00e7\u00e3o a pe\u00e7as mais autorais, artesanais?<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Antonio Castro &#8211;<\/strong> Eu acho que t\u00eam os dois tipos. O tipo de consumidor que j\u00e1 procura e chega no nosso trabalho. Este j\u00e1 tem um background de consumo de marcas parecidas ou de produtos parecidos, de um universo de consumo que dialoga com o nosso trabalho. De alguma maneira ele j\u00e1 habita esse universo. Por um outro lado, eu acho que o consumidor est\u00e1 procurando ser educado, ent\u00e3o quando algu\u00e9m vem aqui eu n\u00e3o vendo falando que \u201cAh essa pe\u00e7a veste superbem, valoriza essa parte do seu corpo\u201d. Eu falo de onde ela veio, como ela \u00e9 feita, de onde \u00e9 o tecido, porque a gente escolheu esse tecido, porque o corte \u00e9 desse jeito e porque tem a ver com o tema da cole\u00e7\u00e3o. Essa pessoa, de alguma maneira, est\u00e1 procurando esse tipo de di\u00e1logo na venda, est\u00e1 procurando ser educado sobre aquilo e se n\u00e3o houvesse essa troca eu acho que nem haveria venda, porque acho que tem tanta marca fazendo tanta coisa bonita que a decis\u00e3o de compra est\u00e1 muito mais no discurso e na maneira como aquele produto nasceu, , n\u00e3o no apelo est\u00e9tico daquilo. Claro que gente tem que gerar desejo atrav\u00e9s do apelo est\u00e9tico tamb\u00e9m. O produto s\u00f3 pelo discurso n\u00e3o se sustenta, mas \u00e9 o que de fato vende \u00e9, essa troca. Aqui todas t\u00eam tags que falam sobre quanto tempo o artes\u00e3o trabalhou, onde \u00e9 que ele est\u00e1, t\u00a0 tem QR Code que leva para o site e fala uma breve biografia de cada artes\u00e3o. Ent\u00e3o eu acho que esse processo de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o que o cliente j\u00e1 est\u00e1 procurando e eu fa\u00e7o isso com muito prazer, acho que \u00e9 parte do trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>(Entrevista realizada por Laura Landau, analista do CRAB, designer de produto e mestre em ci\u00eancias ambientais e biomim\u00e9tica)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estilista e idealista da marca Foz, marca que conecta o artesanato a moda.<\/p>\n","protected":false},"author":311,"featured_media":10132,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"opcoes-da-programacao":[],"class_list":["post-10063","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/users\/311"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10063"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10063\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10063"},{"taxonomy":"opcoes-da-programacao","embeddable":true,"href":"https:\/\/homologacaosites.rj.sebrae.com.br\/crab\/wp-json\/wp\/v2\/opcoes-da-programacao?post=10063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}